quinta-feira, 19 de abril de 2012

VOCÊ NÃO VAI ME CONTROLAR!

Segundo o psicólogo e terapeuta de casais e de família Carlos Catito, os primeiros anos de casamento é uma fase de intenso ajuste que por vezes provoca desestabilização momentânea, essa etapa é chamada de “volta à realidade”.

Passado o momento inicial de lua-de-mel, o casal precisa definir rotinas e acordos para convivência. Desde microacordos, como o lugar correto de deixar o sapato quando se chega em casa, até macroacordos, como o estilo de vida que querem desenvolver. Em alguns caso chegar a um denominador comum se torna difícil porque a história de aprendizagem familiar de cada um foi bem divergente.

Todos nós avaliamos a realidade e desenvolvemos códigos éticos próprios a partir das vivências com a nossa família de origem. É dentro dela que desenvolvemos a noção de certo e errado, bonito ou feio etc. Cada família tem usos e costumes únicos. Apesar disso, acreditamos que todos que têm costumes distintos dos nossos estão errado – isso inclui nosso cônjuge.

Via de regra, acreditamos que o outro precisa ter a mesma percepção da realidade que nós e nos frustramos quando isso não acontece. Não só frustramos como também tentamos impor ao outro a nossa aprendizagem, querendo transformá-lo “à nossa imagem e semelhança”. Assim entramos em embates intermináveis com o objetivo de convencer o outro de que estamos certos e ele, errado. Isso gera desgaste emocional e não produz mudança alguma.

A alternativa é se abrir a um diálogo fecundo, desarmado e humilde, com a convicção de que “eu percebo dessa forma, mas posso estar errado”. O diálogo é útil para criarmos juntos uma nova alternativa, que não é necessariamente a minha, aprendida na minha família, nem a do outro, aprendida na família dele, mas algo diferente, que será a nossa forma única e exclusiva de lidar com a realidade.

A dificuldade de sentar relaxadamente com o cônjuge para conversar pode ser a manifestação inconsciente (ou consciente) do medo de sermos controlados pelo nosso cônjuge. Em outras palavras, o medo da despersonalização ou a perda de identidade impede o diálogo entre casais.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Cuidado para não ser rejeitado

A terceira afirmação do texto de 1 Pedro 2.9 é: “vós sois nação santa” (tradução do comentarista) é importante lembrar que a princípio a nação santa era Israel (Êxodo 19.6; Lv 19.2; 20.26; Dt 7.6; Is 62.12) , porém, Israel perdeu temporariamente o grande privilégio de ser o povo exclusivo de Deus por causa da incredulidade. Até que aconteça a aceitação futura do Messias por parte de Israel, Deus substituiu aquela nação pela Igreja (acerca da salvação de Israel veja Rm 11. 1,2, 25-19).


Com base nessas informações podemos afirmar que mesmo aqueles que foram chamados à participar da nação santa estão sujeitos a rejeição divina por causa do pecado e da incredulidade (Hebreus 10. 26, 27).

terça-feira, 20 de março de 2012

Sacerdócio universal

Dando continuidade ao nosso estudo, hoje meditaremos sobre a segunda afirmação do texto 1 Pedro 2.9 que diz: “vós, porém, sois sacerdócio real” (tradução livre do comentarista). Aqui Pedro nos ensina que Deus constituiu uma nação de sacerdotes reais cuja responsabilidade é sair pelo mundo testemunhando sobre o reinado de Cristo. Ser sacerdote real indica que temos livre acesso a Deus Pai, lembre-se que no Antigo Testamento só a classe sacerdotal tinha esse privilégio, agora todos os crentes podem entrar na presença de Deus (Hb 9.7; 10.19-22). Na qualidade de sacerdote, o crente, tal como Cristo e o Espírito Santo, é um intercessor em favor de outros (ver 1 Tm 2.1 e Col 4.12). Em síntese, ao nos constituir sacerdotes reais, Deus estava garantido que poderíamos entrar em sua presença, que iremos reinar sobre a terra (Ap. 5.10) e que devemos anunciar o Evangelho de Deus aos povos (Rm 15.16).

segunda-feira, 19 de março de 2012

O NOSSO PRIVILÉGIO

“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.

1 Pedro 2.9

Para fins didáticos iremos dividir este versículo em cinco partes. Isso significa que durante toda esta semana estaremos analisando cada uma das afirmações desse texto.

É importante lembrar que no passado Deus escolheu o povo de Israel para que por intermédio deles os povos da terra fossem abençoados, porém Israel falhou em sua missão. Deus então substituiu aquele povo por um povo que ele mesmo formou, a saber, a Igreja. Perceba que neste texto, Deus atribui a Igreja as mesmas prerrogativas que no passado Ele conferiu a Israel (confira em: Is 43.20,21; Êx 19.6; Is 43.10,11).

“Vós, porém, sois raça eleita” – Raça indica descendência comum, surgida em Israel por via natural aqui, no entanto por um nascimento espiritual (1Pe 1.3,23). Em outras palavras, Deus escolheu um povo para si (Ef 1. 5,6).

A aposição que hoje ocupamos no Reino de Deus não é fruto do nosso esforço ou mérito; não fizemos nada para merecer a honra e o privilégio de sermos povo de Deus. A eleição divina deveria gerar em nós um coração contrito, um sentimento de gratidão que se traduzisse em dedicação ao nosso Deus.

Ore agradecendo a Deus por tudo que ELE tem feito em sua vida, pelo privilégio de ser parte integrante do povo de Deus.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Encha-se do Espírito, isso depende de você!

“E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito”.

Efésios 5.18

Eu gostaria de começar a meditação de hoje lhe fazendo duas perguntas: você se considera uma pessoa cheia do Espírito Santo? Você compreende o que Paulo quis dizer com a ordem: “enchei-vos do Espírito”?

Creio que podemos compreender o significado desta passagem analisando os dois imperativos do texto a partir de informações conhecidas, por exemplo: todos nós sabemos que as Escrituras condenam, consistentemente, toda embriaguez (veja Provérbios 23. 29-35; 31.4s; Isaías 5.11,12; 28.7,8; 1 Coríntios 5.11; 1Pedro 4.3); A Bíblia não condena o uso do vinho, porém condena o seu abuso; O uso de vinho é recomendado como remédio (Pv 31.6; 1 Tm 5.23). O Senhor Jesus transformou água em vinho para ser bebido nas bodas de Caná da Galiléia (Jo 2.1-11).Porém o uso do vinho se transforma em abuso sob as seguintes circunstâncias, sendo então proibido: (1) quando há excessos (Pv. 23.29-35); (2) Quando se torna habitual (1Co 6.12b); (3) quando ofende a consciência fraca de outro crente (Rm 14.13; 1Co 8.9); (4) Quando destrói o testemunho do cristão na comunidade e, portanto, não leva à glória de Deus (1Co 10.31); (5) quando o crente bebe com dúvidas (Rm 14.23).

O contexto sugere que Paulo aqui está falando a respeito das orgias dos ébrios, comumente associadas com as cerimônias de adoração pagãs (adoração ao deus Baco – deus do vinho). Acreditava-se que a ingestão de bebidas alcoólicas era capaz de promover alguma comunhão extática com as entidades, tais práticas são comuns ainda hoje nos cultos afro-brasileiros. Em 1 Coríntios 10.19,20, Paulo refere-se a esta prática como “cálice dos demônios”. A verdadeira comunhão com Deus não é induzida pela bebedice, mas pelo Espírito Santo. É importante lembrar que nesse texto Paulo não está falando a respeito da habitação do Espírito (Romanos 8.9) ou o batismo de Cristo com o Espírito Santo (1 Coríntios 12.13), pois todo cristão é habitado e batizado pelo Espírito Santo no momento da salvação. Em vez disso ele está dando uma ordem aos cristãos para viverem continuamente sob a influência do Espírito. Ser cheio do Espírito é deixar que a palavra de Cristo domine todos os nossos pensamentos e atitudes. Ser cheio do Espírito é o mesmo que andar no Espírito (Gálatas 5. 16-23).

Para terminar gostaria de lembrar que a expressão “enchei-vos do Espírito” no original grego indica que essa atitude deve ser uma prática diária e continua em nossas vidas. Infelizmente algumas pessoas possuem uma vida espiritual inconstante, elas se enchem no domingo e se esvaziam durante a semana. Ou seja, estar cheio do Espírito não é uma experiência que acontece uma vez por todas na vida do crente. Nós precisamos almejar andar no Espírito.

A essa altura você pode está se perguntando Como um crente pode encher-se do Espírito? (1) é preciso confessar e abandonar todo o pecado de que temos consciência na nossa vida (1Jo 1.5-9); (2) Submeter-nos completamente ao seu controle (Rm 12.1,2) – isso significa que rendemos a nossa vontade , a nossa inteligência, o nosso corpo, o nosso tempo, o nosso talento e o nosso dinheiro a ele; (3) Fazer com que a palavra de Cristo habite ricamente em nós (Cl 3.16). Isso envolve leitura, estudo e obediência; (4) Finalmente devemos nos esvaziar do egoísmo (Gl 2.20).

Que o seu desejo se transforme em atitude e que você seja um crente cheio do Espírito Santo.



quarta-feira, 14 de março de 2012

MEDITAÇÃO EM HEBREUS 10.36

“Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa”.

Hebreus 10. 36

Para nossa meditação dividiremos o texto acima em três partes, a primeira parte fala da necessidade de perseverança, a segunda fala da necessidade de fazermos a vontade de Deus e a terceira e última fala das promessas.

Quando o texto fala da necessidade de perseverança ele nos conscientiza de que carecemos de determinação para permanecermos em Cristo mesmo sob perseguição. Os leitores da epístola aos Hebreus estavam correndo risco de morte por causa da fé, infelizmente alguns decidiram negar a Cristo.

Honestamente, creio que hoje, muitos que se dizem evangélicos não estão dispostos a sofrer por causa de Cristo. São pessoas que no primeiro sinal de dificuldade abandonam a fé. Elas esquecem que Jesus disse: “Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará” (Lucas 9.24)

A segunda parte do texto fala sobre a necessidade que temos de fazer a vontade de Deus. Creio que aqui cabe uma pergunta: Qual é a vontade de Deus? Em primeiro lugar a vontade de Deus é a nossa santificação e abstinência da prostituição (1Ts 4.3); em segundo lugar Deus deseja que pratiquemos o bem (1 Pe 2. 12-15) O que é praticar o bem? O texto de Pedro indica que pratica o bem quem: tem um procedimento exemplar diante dos gentios (v.12) e quem se sujeita as autoridades constituídas (v.13); em terceiro lugar não devemos amar o mundo e nem as coisas que há no mundo (1Jo 2.15). É claro que no contexto do livro de hebreus a expressão fazer a vontade de Deus indica confiar plenamente em Cristo e praticar os seus ensinos. Veja Mateus 7.21-28; Tiago 1. 22-25; João 6.29.

Por fim o texto fala que aquele que fizer a vontade de Deus alcançará a promessa. Em primeiro lugar chamo sua atenção para o fato da palavra promessa está no singular indicando uma promessa específica. A essa altura você deve está se perguntando que promessa é essa? Se voltarmos aos capítulos quatro e verso primeiro; capítulo seis e verso doze e ao capítulo nove e verso quinze da epístola aos Hebreus chegaremos à conclusão que a promessa é a salvação.

Hoje aprendemos que precisamos permanecer em Cristo apesar das adversidades (seja ela qual for) e enquanto perseveramos devemos fazer a vontade de Deus, ou seja, devemos buscar a santificação, devemos nos afastar da prostituição (ou pornografia), devemos praticar o bem, devemos nos submeter as autoridades constituídas, não devemos amar ao mundo e nem as coisas que nele há, e acima de tudo devemos confiar plenamente em Cristo e praticar a sua palavra.

sexta-feira, 9 de março de 2012

FUI ENGANADO!

O psicólogo e terapeuta de casais e família, Carlos “Catito”, afirma que todo relacionamento é dinâmico e passa por um processo de desenvolvimento. O dinamismo de um casamento pode ser comparado ao processo de crescimento de um organismo vivo, que passa por várias etapas – infância, adolescência, juventude e maturidade. A passagem de uma etapa a outra neste processo é sempre um período de desorganização e reorganização, pois se abre mão do que se domina para adentrar em um campo de que não se tem nenhum domínio – a etapa seguinte.

O relacionamento conjugal possui sete etapas, a primeira delas é chamada de romantismo. Ela se inicia quando duas pessoas se conhecem e se apaixonam. As marcas do romantismo são sonhos ou ilusões, que na prática se traduzem em promessas irrealizáveis tais como: “Eu te darei o céu, meu bem, e o meu amor também!”. Mesmo sendo irrealizáveis, os apaixonados dão crédito a elas. Acreditam que jamais terão desentendimento ou, se os tiverem, tudo será facilmente superado pela paixão. Também há uma idealização do outro e de suas virtudes, chegando-se a “inventar” certos aspectos da personalidade dele que não existem. E não há argumentação com quem está apaixonado.

Esta idealização tem, no fundo, uma motivação egoísta, pois afinal “eu” mereço o melhor e quanto mais eu destacar as virtudes da pessoa que escolhi – ainda que algumas delas não existam – mais estarei valorizando a mim mesmo neste processo de escolha.

Como a idealização é mútua, desenvolve-se entre o casal o que chamamos de uma relação simbiótica, ou seja, quanto mais um enaltece o outro, mais o outro retribui com enaltecimentos.

Nossa sociedade supervaloriza o romantismo e, por isso, muitas pessoas acreditam que no momento em que ele não estiver mais presente não valerá mais apena permanecer juntos. Entendem que “acabou o amor”, quando na realidade o que acabou foi a paixão estruturada sobre o romantismo de sonhos e ilusões. Apenas o primeiro passo foi dado no caminho da descoberta do verdadeiro amor, pois este “jamais acaba” (1Co 13.8).

quinta-feira, 1 de março de 2012

MATURIDADE, ALVO PARA SUA VIDA E MINISTÉRIO.

Estamos vivendo um momento singular na história da Igreja Evangélica no Brasil. É notório o crescimento do número de “evangélicos” em nosso país. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE 2000) aproximadamente 26, 2 milhões de brasileiros se declaram evangélicos. Pode-se afirma que o mesmo está acontecendo ao redor do mundo. Em vários países temos testemunhado um crescimento impressionante da Igreja evangélica. Entretanto há quem diga que não há motivos para se comemorar. Pois o que temos visto é um crescimento sem profundidade. Líderes eclesiásticos lamentam a superficialidade do discipulado cristão. Nas palavras de um líder africano o crescimento da igreja evangélica no seu continente é apenas numérico, pois há uma carência de base bíblica e teológica. Mais impressionante é a declaração feita em abril de 2006, em Los Angeles, por Cao Shengije, na época presidente do Conselho Cristão Chinês: “Alguns dizem que a igreja está indo bem quando há crescimento numérico [...] e queremos ver pessoas sendo acrescidas à igreja todos os dias. Porém, não estamos buscando apenas números, mas que o aumento nos números corresponda à confirmação de fé da igreja”. Essas duas citações de líderes de países em desenvolvimento são suficientes para mostrar que “crescimento sem profundidade”, ou crescimento estatístico sem o desenvolvimento de um discipulado, não é uma conclusão imposta pelo resto do mundo – é a visão dos próprios líderes.

Esta situação é séria e desagrada a Deus. Considere a crítica de Paulo à igreja de Corinto:

“Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo. Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-lo. Nem ainda agora podeis, porque ainda sois carnais. Porquanto, havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andai segundo o homem?”

1 Coríntios 3.1-3





Porém, há outra passagem escrita por Paulo sobre maturidade, e são esses versículos que quero destacar neste artigo.

Anunciamos [Cristo], advertindo a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito (teleios) em cristo; para isso é que eu também me fadigo, esforçando-me o mais possível, segundo a sua eficácia que opera eficientemente em mim.

Colossenses 1. 28,29

O adjetivo grego teleios ocorre 19 vezes no Novo Testamento e pode ser traduzido por “perfeito” ou por “maduro”, dependendo do contexto. Raramente significa “perfeito” num sentido absoluto. Em vez disso, o teleios (pessoa) contrasta com a criança ou bebê (por exemplo: 1 Co 13.10,11). Assim é melhor entendermos teleios como “maduros”.

Para mim a melhor forma de entender um texto é fazendo perguntas a ele. Neste caso a primeira pergunta é: o que é maturidade? O fato é que ela é algo difícil de ser obtido. A maioria de nós sofre de imaturidades prolongadas.

Além disso, existem diferentes tipos de maturidade, a saber: a maturidade física (ter um corpo saudável e bem desenvolvido), a intelectual (ter uma mente disciplinada e uma cosmovisão coerente), a moral (aqueles que “têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal, Hb 5.14), a emocional (ter uma personalidade equilibrada, capaz de estabelecer relacionamentos e assumir responsabilidades). Porém, acima de tudo, existe a maturidade espiritual. E isso é o que o apóstolo chama de maturidade “em Cristo”, isto é, ter um relacionamento maduro com Cristo.

Estar em Cristo significa estar relacionado a ele forma pessoal, vital e orgânica, tal como os ramos que estão na videira.

A próxima pergunta a fazer é como os cristãos se tornam maduros? O texto nos fornece uma resposta clara. Veja o verso 28. “Nós anunciamos [Cristo] [...] a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo”.

É lógico que, se maturidade cristã é maturidade em nosso relacionamento com Cristo, no qual o adoramos, confiamos nele e lhe obedecemos, então, quanto mais clara for a nossa visão de Cristo, mais convencidos nos tornamos de que ele é digno de nossa dedicação.

Infelizmente existem muitos “Cristo” sendo oferecidos nas religiões comerciais do mundo, e muitos deles são falsos Cristos, Cristos distorcidos, caricaturas do Jesus autêntico. Cada um é o que Paulo chama de “outro Jesus”, diferente do Jesus que os apóstolos proclamaram.

Assim se queremos desenvolver uma maturidade verdadeiramente cristã, precisamos, acima de tudo, de uma visão renovada e verdadeira de Jesus Cristo – principalmente de sua supremacia absoluta, da qual Paulo fala em Colossenses 1.15-20.

A essa altura você deve está se perguntando: onde encontrarei o Jesus autêntico? A resposta é simples: Ele deve ser encontrado na Bíblia – o livro que pode ser descrito como o retrato que o Pai fez do Filho, colorido pelo Espírito Santo. A Bíblia é repleta de Cristo. Como Jesus mesmo disse: “as Escrituras testificam de mim” (Jo 5.39). Jerônimo, o antigo Pai da Igreja, escreve que “ignorância da escritura é ignorância de Cristo”. Da mesma forma podemos dizer que conhecer as escrituras é conhecer a Cristo.

Agora que já definimos o que é maturidade cristã e vimos como os discípulos se tornam maduros, chagamos a terceira: para quem esse chamado a maturidade é direcionado? Perceba que nesse contexto o apóstolo Paulo repete a palavra “todo”: “o qual nós anunciamos, advertindo a todo homem e ensinando a todo homem em toda sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo” (Cl 1.28). Segundo Stott, o contexto dessa tripla repetição provavelmente é a chamada “heresia colossenses” – embrião do gnosticismo que chegou ao auge na metade do século 2.

Esses primeiros gnósticos parecem ter ensinado que havia duas classes de cristãos. Por um lado, havia o rebanho comum (hoi polloi), que era unido pela fé (pistis). Por outro lado havia uma elite cristã (hoi teleioi), que havia sido iniciada pela gnosis, o conhecimento especial. Paulo ficou horrorizado como o ensino gnóstico e aplicou a palavra teleios a todos os cristãos. A maturidade em Cristo está enfaticamente disponível não somente a um seleto grupo de pessoas; mas a todos.

Por fim é importante perceber que nesse texto Paulo se descreve como um pastor que deseja levar todas as suas ovelhas a maturidade em Cristo – “para isso é que também me fadigo, esforçando-me o mais possível, segundo a sua eficácia que opera eficientemente em mim” (Cl 1.29). Assim sendo o ministério pastoral deve objetivar a proclamação fiel de Cristo em sua plenitude para que aqueles que estão sob o nosso cuidado possam amadurecer. De igual modo é apropriado nos colocarmos na condição de receptores da mensagem (tal como os colossenses) e deixarmos que ela fala também a nós. Assim, ouviremos o apóstolo com atenção, receberemos sua admoestação sobre crescer em maturidade, tomaremos a decisão de levar a leitura bíblica ainda mais a sério e, ao lermos a Escritura, olharemos para Cristo de modo a amá-lo, confiar nele e obedecer-lhe. Pois o princípio do discipulado é claro: quanto mais pobre for o nosso conceito de Cristo, mais pobre será nosso discipulado.

quarta-feira, 9 de março de 2011

O PERIGO DO AUTO-ENGANO

Localizada no vale do Lico a cidade de Laodiceia era conhecida pela sua "indústria têxtil" que produzia uma lã preta, pela sua medicina que desenvolveu um colírio para tratamento de doenças oftalmológicas e pelos bancos que vendia ouro puro, moeda corrente da época. Tamanha era a notoriedade do poder econômico daquela cidade que após ser destruída por um terremoto dispensou a ajuda do império romano para ser reconstruída. Tal capacidade fez com que os laodicenses se tornassem orgulhosos e indiferentes a situação alheia. Este mesmo sentimento reinava entre os cristãos de Laodiceia. Todavia o orgulho cedeu lugar para vergonha e a realidade às metáforas, por isso lemos: " [...] e nem sabes que tu és infeliz, sim miserável, pobre, cego e nu." (Ap 3.17). Laodiceia não era nada do que pensava, era uma igreja miserável, que havia "enriquecido com ouro sem valor" (v.18).

A igreja de Laodiceia foi advertida enfaticamente (como símbolo de intensidade o SENHOR a chama e bate em sua porta - v. 20), pois ela está sendo acusada diante do tribunal. No texto o julgamento é representado pelas vestes. Uma vez que os acusados compareciam ao tribunal vestidos de preto, se condenados tinham as suas roupas rasgadas, se absorvidos trocavam as vestes pretas por uma branca (v.18). Pode-se afirmar que os cristãos laodicenses estavam vivendo na escuridão, já que eram espiritualmente cegos (v.18 b). O conselho para eles e para todos que por ventura estejam em situação semelhante a daqueles cristãos é "arrepende-te" (v.19). Arrependimento indica mudança de vida, arrependimento seria um giro de 180, o que nos leva a pensar no caminho oposto ao percorrido até o momento do arrependimento.

A cada dia deveríamos nos perguntar se temos que nos arrepender de alguma coisa, pois corremos o sério risco de nos tornarmos cristãos indiferentes, enganando a si mesmos e sendo rejeitados por DEUS (v.15,16).





terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Evangélicos?

A inauguração da primeira igreja inclusiva de Manaus(voltada para o público gay) provocou a necessidade de uma discussão que possa definir quem são os verdadeiros Evangélicos. Infelizmente a imprensa local identificou a  "igreja inclusiva" como uma igreja evangélica, quando na verdade não é.
Evangélicos tradicionais estão sendo acusados pelo pastor da Igreja Reviver, como sendo autores de ameaças e promessas de morte. Tal declaração fez com que grupos defensores dos direitos dos homossexuais tomassem as dores do sacerdote. Não me espantarei se esse pastor for promovido a uma espécie de mártir da causa gay em Manaus.
Eu até reconheço o direito constitucional de liberdade religiosa, bem como o direito que esse grupo tem de  se reunir para manifestar a religiosidade deles, mas daí reconhece-los como igreja e por cima evangélica ai são outros quinhentos.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

TRANSFORMAÇÃO

Recentemente fiquei impressionado com a história de um dos maiores tenista de todos os tempos, Andre Agassi. Fiquei me perguntando: "como alguém pode se tornar um atleta vitorioso sem gostar do esporte que pratica?" Agassi se tornou um campeão só para realizar o sonho do seu pai. Esta história me fez pensar sobre o que tenho feito da minha vida. Não quero chegar à velhice e perceber que tudo que fiz não tinha significado algum para mim. Oro a Deus para que ELE me conceda o privilégio de saborear cada realização, ao mesmo tempo me pergunto: será que realmente tenho me tornado o tipo de gente que Deus quer que eu seja? É confortante saber que as hábeis mãos de Deus são capazes de transformar lama e barro em lindo vaso.


“O Senhor Deus me disse: desça até a casa onde fazem potes de barro, e lá eu lhe darei a minha mensagem. Então eu fui e encontrei o oleiro trabalhando com o barro sobre a roda de madeira. Quando o pote que o oleiro estava fazendo não ficava bom, ele pegava o barro e fazia outro, conforme queria."

Jeremias 18:1-4





segunda-feira, 20 de setembro de 2010

EDUCAÇÃO TEOLÓGICA DE NÍVEL INFERIOR

Recentemente a revista Cristianismo Hoje divulgou que a Faculdade de Teologia Evangélica da Igreja de Deus foi condenada pela Justiça Federal de Goiás a ressarcir os alunos que estudaram na instituição sem ter conhecimento do caráter não oficial do curso. De acordo com a sentença, todos os alunos que estudaram na "Faculdade" e comprovarem que não sabiam que os cursos ministrados não eram de nível superior deverão receber o dobro da mensalidade pagas, de cerca de R$ 200. A escola e a igreja terão que pagar R$ 10 mil referente as despesas com o processo.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O REINO ANIMAL TAMBÉM É GAY

NÃO QUERO ACREDITAR QUE ALGUÉM SE PREOCUPOU EM TENTAR PROVAR QUE A HOMOAFETIVIDADE É ALGO NATURAL UTILIZANDO EXEMPLOS EXTRAÍDOS DO REINO ANIMAL.
ESSA É UMA TENTATIVA PERIGOSA, POIS PODERIA-SE CONCLUIR QUE O HOMEM RACIONAL ESTARIA RETROCEDENDO A CONDIÇÃO DE IRRACIONALIDADE AO ASSUMIR ESSE COMPORTAMENTO.
LEIA O TEXTO A BAIXO E TIRE AS SUAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES.


20/08/2010 - 08h15


Golfinho faz sexo gay para manter amigo; veja ranking animal

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RICARDO MIOTO

DE SÃO PAULO



Há casos de homossexualidade por quase todo o reino animal. Desde o livro "Biological Exuberance", publicado em 1999 pelo zoólogo canadense Bruce Bagemihl, o estudo desse tipo de comportamento ganhou projeção dentro das universidades.



Os cientistas tentam achar explicações biológicas para isso. À primeira vista, sexo gay pode parecer sem sentido em termos evolutivos. Afinal, trata-se de gastar energia em um comportamento que não leva à reprodução e que, por isso, deveria ter sido eliminado pela seleção natural -- gays não deixam descendentes, afinal.



Mais de 70% das mulheres nunca atingiram o orgasmo com seus parceiros

Morcegos fazem sexo oral para prolongar a relação

Crista de pterossauro evoluiu para atrair parceiro sexual, diz estudo



Se, por um lado, a homossexualidade exclusiva ainda se mantém misteriosa por esse motivo, os cientistas reuniriam uma série de explicações para o comportamento gay ocasional. Entre os animais, alguns utilizam o recurso para fortalecer alianças, por exemplo. Há também casos em que sexo entre machos reforça a dominação e situações em que sexo entre fêmeas cria vínculos que ajudam a criar os filhotes (como entre as albatrozes-de-laysan, do Pacífico Norte). Entre os animais, a homossexualidade ocasional, portanto, traz vantagens evolutivas, dizem os pesquisadores.



A Folha listou algumas das espécies notoriamente adeptas de interações entre indivíduos do mesmo sexo. Veja o que os biólogos já sabem sobre cada uma.



QUINTO LUGAR: PEIXES-MEXERICA (Etroplus maculatus)



Divulgação



Peixes-mexerica em aquário



Esse pequeno peixe laranja, original de algumas regiões da Ásia mas hoje facilmente encontrado em lojas e aquários pelo mundo, é bissexual porque não sabe diferenciar bem machos e fêmeas.



Não se trata, nesse caso, portanto, exatamente de uma adaptação evolutiva, mas do um fruto de uma limitação de reconhecimento da espécie.



Os dois sexos realmente são muito parecidos, e por isso aquaristas com frequência têm dificuldade para saber qual o sexo dos indivíduos que estão colocando juntos.



Entre os biólogos interessados no assunto, a espécie ficou famosa famosa pela semelhança entre machos e fêmeas -- entre os peixe-mexerica, portanto, ninguém é de ninguém.



QUARTO LUGAR: CISNES-NEGROS (Cygnus atratus)



Divulgação



Cisnes-negros passeiam em lago



O cisne-negro macho, além de bastante monogâmico, é gay com frequência. Cerca de 25% deles escolhem outros machos para serem seus parceiros, e os animais ficam anos e anos juntos.



Casais gays, claro, têm um problema reprodutivo sério. Por isso, membros de casais de machos têm relações com fêmeas. Mas, assim que ela põe os ovos, os dois machos colocam a coitada para correr e, cheios de amor, cuidam juntos dos ovos. Em outros casos, os animais simplesmente roubam os ninhos de casais heterossexuais e adotam os seus ovos.



Os cientistas suspeitam que, quando os dois cisnes gays somam as suas forças, conseguem defender melhor seu território, mesmo em comparação com casais héteros. Resultado disso é que, em média, "filhos" de casais gays têm mais chances de sobreviver.



TERCEIRO LUGAR: GOLFINHOS (Tursiops truncatus)



Divulgação



Golfinhos-nariz-de-garrafa brincam juntos



O golfinho-comum, também conhecido como golfinho-nariz-de-garrafa, ficou famoso por causa do Flipper, da série de televisão. Os telespectadores não tinham ideia, porém, das coisas que o simpático golfinho fazia quando as câmeras estavam desligadas.



Isso porque, em média, esses animais mantêm o mesmo número de relações hétero e homossexuais -- a grande maioria dos indivíduos é bissexual, e alguns passam por longos períodos de exclusividade homossexual. O tal nariz de garrafa é utilizado para estimular a área genital dos colegas.



Duradouras alianças têm interações homossexuais como alicerce. A amizade, portanto, é fortelecida com carícias entre diferentes machos, por exemplo.



SEGUNDO LUGAR: BISÕES AMERICANOS (Bison bison)



Associated Press



Bisões americanos na América do Norte



Se os outros animais fazem sexo homossexual por amizade ou carinho, os bisões americanos fazem por um motivo, digamos, mais macho: montam nos seus pares para reforçar a hierarquia. Entre eles, concluíram os cientistas, sexo anal está altamente relacionado à dominação. Os bisões-alfa, portanto, não perdoam os colegas com menos status.



Um animal monta no outro com agressividade. Como eles podem chegar a dois metros de altura e quase uma tonelada, há bastante brutalidade na cena. Interações entre as fêmeas, porém, são mais raras.



Outro fator que estimula o comportamento homossexual na espécie, de acordo com Bagemihl, é a falta de opção. Se o acesso às fêmeas é difícil (e elas só estão disponíveis para o acasalamento uma vez por ano), sobra para um outro macho desprevenido que estiver por perto. Com menor frequência, há casos homossexuais registrados na literatura entre bovinos domesticados, que são primos dos bisões.



PRIMEIRO LUGAR: BONOBOS (Pan paniscus)



Divulgação



Bonobos na República Democrática do Congo



O primeiro lugar vai para os bonobos porque esses animais levam a ideia de amor livre a sério. Exceto pelas substâncias alucinógenas e pela trilha sonora de The Who, eles fazem das terras onde vivem, na República Democrática do Congo, uma espécie de Woodstock animal -- muito pouco agressivos, os bonobos, não à toa, são conhecidos como "macacos hippies".



Sexo é parte da vida dos bonobos como em nenhuma outra espécie de primatas. Eles fazem sexo para resolver conflitos, para pedir desculpas, como forma de congratulação e, claro, na maioria das vezes só por prazer mesmo. Nas palavras do grande primatologista Frans de Waal, os bonobos fazem tanto sexo que uma hora até cansa ficar observando seu comportamento.



Tanto os machos quanto as fêmeas se envolvem em sexo homossexual, mas elas se destacam. Passam boa parte do dia se estimulando, e sexo oral é extremamente comum. Com um clitóris bem maior do que a das humanas, atingem o orgasmo com extrema facilidade. E não perdem uma oportunidade: "Uma fêmea pulou nos meus ombos, envolveu minha cabeça nos seus braços e tentou puxá-la para o seu clitóris. Eu não deixei", diz Vanessa Woods, cientista que trabalhou com a espécie.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O CRISTÃO E A POLÍTICA

Mais uma vez estamos vivendo o período eleitoral e novamente evidencia-se dois discursos antagónicos no meio evangélico. Há aqueles que acreditam que a fé cristã e incompatível com qualquer postura ou envolvimento político e do outro lado há evangélicos preocupados em eleger um representante que milite a causa evangélica nesse país. Não concordo com nenhuma dessas posturas, prefiro acreditar que temos que nos envolver com questões políticas supra-partidárias. Não necessitamos de pessoas que queiram militar pela cultura evangélica, mas homens e mulheres comprometidos com os valores do Reino de Deus, gente que tenha fome e sede de justiça. Pessoas de carácter, que possam assumir o papel de profetas, no cenário político brasileiro.
Sonho com o dia em que nós evangélicos assumiremos, conscientemente, a nossa responsabilidade política.
Nessas eleições vote consciente, pois você é responsável pelos próximos quatro anos da nossa nação.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

UM CONVITE À AMIZADE.

No último dia 20, comemoramos o dia internalcional da amizade.
Diga-se de passagem que a verdadeira amizade é coisa rara de se ter.
Infelizmente a cultura do individualismo exacerbado tem nos deixado ilhados mesmo quando estamos cercados por pessoas conhecidas.
creio que o poeta foi muito feliz ao dizer que "amigo é coisa para se guardar do lado esquerdo do peito"
ter uma amigo é ter alguém para dividir os nossos problemas, os nossos segredos, as nossas alegrias, mais do que isso, o verdadeiro amigo é aquele que se preocupa com agente, é aquele que liga só para dizer que estava com saudade e reafirmar que agente pode contar com a sua companhia a qualquer momento. Infelizmente a maioria dos cristãos não entendem que Jesus nos fez seus amigos, pois ele mesmo disse: "Eu não chamo mais vocês de empregados, pois o empregado não sabe o que o seu patrão faz; mas chamo vocês de amigos, pois tenho dito a vocês tudo o que ouvi do meu Pai." (Jo 15:15) - tais pessoas deixam de desfrutar da liberdade que a verdadeira amizade proporciona. Muitos falam em Jesus mas não o conhecem, tais pessoas acabem revelando que nunca estiveram atentos aquilo que ele ensinou. São pessoas que vivem uma religiosidade vazia, desprovida de qualquer conhecimento da vontade de Deus - "Ninguém tem mais amor pelos seus amigos do que aquele que dá a sua vida por eles. Vocês são meus amigos se fazem o que eu mando"(Jo 15:13,14).

terça-feira, 20 de julho de 2010

RETORNO

Depois de algum tempo sem escrever, retorno a publicar as minhas modestas reflexões. Espero que as minhas opiniões possam contribuir de alguma forma para a democratização dos conhecimentos. A parti de hoje estarei atualizando periodicamente este blog. Conto com a crítica de cada um dos meus leitores.
Um forte abraço.

CÉLIO BEZERRA

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Deu na Mídia!!!!!!

A mídia brasileira está noticiando a história de dez evangélicos norte-americanos acusados de tráfico de menores. Os jovens americanos serão ouvido pela justiça haitiana.
Os evangélicos envolvidos neste caso são membros de comunidades Batistas.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Reconheça seus limites, enfrete os seus medos .

Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa".

(Jo 15:20)


"Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo".
(Jo 16:33)

Recentemente ouvi uma das mais belas e empolgantes mensagens acerca do Evangelho. Na ocasião, o que mais chamou a minha atenção, foi a coragem do pe.Fábio de Melo, para declarar, em rede nacional, que não existe possibilidade, aqui na terra, do ser humano ter uma vida sem sofrimento. Esta mensagem vai na contra-mão da mensagem de muitos evangélicos, que parecem tentar nos convencer que uma vida sem problema é plenamente possível, para isso basta "exercitar a fé".
Curiosamente, a mensagem do padre Fábio, parece estar em maior harmonia com o Evangelho de Jesus, do que a "mensagem evangélica" atual.
É claro que estou generalizando, e desde já quero pedir perdão aqueles que não comungam com este evangelho barato- um evangelho de prosperidade e bem-estar - vendido em muitas igrejas.
Há quem diga que essa mensagem é como o ópio que momentaneamente, nos tira da realidade.
Mais do que nunca, precisamos de profetas que tenham coragem de trazer o povo para realidade.
homens como padre Fábio, que honestamente nos lembra que o sofrimento faz parte da vida e que cabe a cada um de nós reconhecer os nossos limites, e trabalhar em cima deles afim de superá-los.
Ao invés de nos cansarmos, correndo de um lado para o outro, tentando achar uma igreja ou um pastor com uma oração forte, para resolver os nossos problemas, ao invés de nos perguntarmos por que estamos sofrendo, deveriamos ter coragem de admitir as nossas fraquezas, os nossos problemas, as nossas tristezas, mas acima de tudo devemos ter coragem para encará-los, pois só assim poderemos superá-los.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Cristianismo com Responsabilidade

Mais do que nunca, a Igreja Cristã precisa reavaliar as suas posturas e prioridades. Vive-se dias de grande indiferença ao Evangelho da simplicidade e da humildade. Pouco se fala da responsabilidade cristã para com os pobres. Os sermões se tornaram em discurso de auto-ajuda, e o evangelho solidário, em egoísmo travestido de prosperidade.
Infelizmente o senso de responsabilidade social dos cristãos está desaparecendo. Acredita-se que o narcisismo tem se alastrado no meio evangélico.
Lembre-se do que Jesus disse: "tive fome e me deste de comer, tive sede e me deram de beber, era estrangeiro, e me receberam e vossas casas, estive nu e me vestiram, estive preso e me visitaram, mas quando fizemos isto? Todas as vezes que fizeram a um dos meus pequeninos, foi a mim que fizeram. Por isso entrem no Reino do meu Pai (Mateus 25: 32-41).
Diante destas palavras resta-nos assumir a nossa responsabilidade para com o nosso próximo.
Que Deus nos ajude nesta tarefa!!!!
   

terça-feira, 27 de outubro de 2009

INTOLERÂNCIA COMPARTILHADA

Vivemos dias em que muito se discute a cerca da polêmica lei da homofobia. Elaborada em 2006, a lei, prevê punição severa aqueles que de alguma forma se “opõe” a homo afetividade.

Recentemente a Revista Cristianismo Hoje (WWW.CRISTIANISMOHOJE.COM.BR) veiculou uma reportagem sobre a psicóloga evangélica, Rozângela Justino, conhecida por oferecer ajuda para pessoas que desejavam abandonar a homo afetividade. Por causa disto, recebeu censura pública pelo Conselho Federal de Psicologia, o CFP. A psicóloga evangélica foi punida sob a alegação de que teria infringido uma resolução emitida pelo órgão em 1999.

Diante dessa realidade, resta-nos perguntar se o Conselho Federal de Psicologia não estaria agindo de forma preconceituosa? É claro que a homofobia deve ser combatida; o que não se admite é a falta de combate a heterofobia.

Chega de intolerância, o Estado e a sociedade precisam se opor a todo tipo de descriminação, inclusive a religiosa.