quarta-feira, 14 de março de 2012

MEDITAÇÃO EM HEBREUS 10.36

“Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa”.

Hebreus 10. 36

Para nossa meditação dividiremos o texto acima em três partes, a primeira parte fala da necessidade de perseverança, a segunda fala da necessidade de fazermos a vontade de Deus e a terceira e última fala das promessas.

Quando o texto fala da necessidade de perseverança ele nos conscientiza de que carecemos de determinação para permanecermos em Cristo mesmo sob perseguição. Os leitores da epístola aos Hebreus estavam correndo risco de morte por causa da fé, infelizmente alguns decidiram negar a Cristo.

Honestamente, creio que hoje, muitos que se dizem evangélicos não estão dispostos a sofrer por causa de Cristo. São pessoas que no primeiro sinal de dificuldade abandonam a fé. Elas esquecem que Jesus disse: “Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará” (Lucas 9.24)

A segunda parte do texto fala sobre a necessidade que temos de fazer a vontade de Deus. Creio que aqui cabe uma pergunta: Qual é a vontade de Deus? Em primeiro lugar a vontade de Deus é a nossa santificação e abstinência da prostituição (1Ts 4.3); em segundo lugar Deus deseja que pratiquemos o bem (1 Pe 2. 12-15) O que é praticar o bem? O texto de Pedro indica que pratica o bem quem: tem um procedimento exemplar diante dos gentios (v.12) e quem se sujeita as autoridades constituídas (v.13); em terceiro lugar não devemos amar o mundo e nem as coisas que há no mundo (1Jo 2.15). É claro que no contexto do livro de hebreus a expressão fazer a vontade de Deus indica confiar plenamente em Cristo e praticar os seus ensinos. Veja Mateus 7.21-28; Tiago 1. 22-25; João 6.29.

Por fim o texto fala que aquele que fizer a vontade de Deus alcançará a promessa. Em primeiro lugar chamo sua atenção para o fato da palavra promessa está no singular indicando uma promessa específica. A essa altura você deve está se perguntando que promessa é essa? Se voltarmos aos capítulos quatro e verso primeiro; capítulo seis e verso doze e ao capítulo nove e verso quinze da epístola aos Hebreus chegaremos à conclusão que a promessa é a salvação.

Hoje aprendemos que precisamos permanecer em Cristo apesar das adversidades (seja ela qual for) e enquanto perseveramos devemos fazer a vontade de Deus, ou seja, devemos buscar a santificação, devemos nos afastar da prostituição (ou pornografia), devemos praticar o bem, devemos nos submeter as autoridades constituídas, não devemos amar ao mundo e nem as coisas que nele há, e acima de tudo devemos confiar plenamente em Cristo e praticar a sua palavra.

sexta-feira, 9 de março de 2012

FUI ENGANADO!

O psicólogo e terapeuta de casais e família, Carlos “Catito”, afirma que todo relacionamento é dinâmico e passa por um processo de desenvolvimento. O dinamismo de um casamento pode ser comparado ao processo de crescimento de um organismo vivo, que passa por várias etapas – infância, adolescência, juventude e maturidade. A passagem de uma etapa a outra neste processo é sempre um período de desorganização e reorganização, pois se abre mão do que se domina para adentrar em um campo de que não se tem nenhum domínio – a etapa seguinte.

O relacionamento conjugal possui sete etapas, a primeira delas é chamada de romantismo. Ela se inicia quando duas pessoas se conhecem e se apaixonam. As marcas do romantismo são sonhos ou ilusões, que na prática se traduzem em promessas irrealizáveis tais como: “Eu te darei o céu, meu bem, e o meu amor também!”. Mesmo sendo irrealizáveis, os apaixonados dão crédito a elas. Acreditam que jamais terão desentendimento ou, se os tiverem, tudo será facilmente superado pela paixão. Também há uma idealização do outro e de suas virtudes, chegando-se a “inventar” certos aspectos da personalidade dele que não existem. E não há argumentação com quem está apaixonado.

Esta idealização tem, no fundo, uma motivação egoísta, pois afinal “eu” mereço o melhor e quanto mais eu destacar as virtudes da pessoa que escolhi – ainda que algumas delas não existam – mais estarei valorizando a mim mesmo neste processo de escolha.

Como a idealização é mútua, desenvolve-se entre o casal o que chamamos de uma relação simbiótica, ou seja, quanto mais um enaltece o outro, mais o outro retribui com enaltecimentos.

Nossa sociedade supervaloriza o romantismo e, por isso, muitas pessoas acreditam que no momento em que ele não estiver mais presente não valerá mais apena permanecer juntos. Entendem que “acabou o amor”, quando na realidade o que acabou foi a paixão estruturada sobre o romantismo de sonhos e ilusões. Apenas o primeiro passo foi dado no caminho da descoberta do verdadeiro amor, pois este “jamais acaba” (1Co 13.8).

quinta-feira, 1 de março de 2012

MATURIDADE, ALVO PARA SUA VIDA E MINISTÉRIO.

Estamos vivendo um momento singular na história da Igreja Evangélica no Brasil. É notório o crescimento do número de “evangélicos” em nosso país. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE 2000) aproximadamente 26, 2 milhões de brasileiros se declaram evangélicos. Pode-se afirma que o mesmo está acontecendo ao redor do mundo. Em vários países temos testemunhado um crescimento impressionante da Igreja evangélica. Entretanto há quem diga que não há motivos para se comemorar. Pois o que temos visto é um crescimento sem profundidade. Líderes eclesiásticos lamentam a superficialidade do discipulado cristão. Nas palavras de um líder africano o crescimento da igreja evangélica no seu continente é apenas numérico, pois há uma carência de base bíblica e teológica. Mais impressionante é a declaração feita em abril de 2006, em Los Angeles, por Cao Shengije, na época presidente do Conselho Cristão Chinês: “Alguns dizem que a igreja está indo bem quando há crescimento numérico [...] e queremos ver pessoas sendo acrescidas à igreja todos os dias. Porém, não estamos buscando apenas números, mas que o aumento nos números corresponda à confirmação de fé da igreja”. Essas duas citações de líderes de países em desenvolvimento são suficientes para mostrar que “crescimento sem profundidade”, ou crescimento estatístico sem o desenvolvimento de um discipulado, não é uma conclusão imposta pelo resto do mundo – é a visão dos próprios líderes.

Esta situação é séria e desagrada a Deus. Considere a crítica de Paulo à igreja de Corinto:

“Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo. Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-lo. Nem ainda agora podeis, porque ainda sois carnais. Porquanto, havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andai segundo o homem?”

1 Coríntios 3.1-3





Porém, há outra passagem escrita por Paulo sobre maturidade, e são esses versículos que quero destacar neste artigo.

Anunciamos [Cristo], advertindo a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito (teleios) em cristo; para isso é que eu também me fadigo, esforçando-me o mais possível, segundo a sua eficácia que opera eficientemente em mim.

Colossenses 1. 28,29

O adjetivo grego teleios ocorre 19 vezes no Novo Testamento e pode ser traduzido por “perfeito” ou por “maduro”, dependendo do contexto. Raramente significa “perfeito” num sentido absoluto. Em vez disso, o teleios (pessoa) contrasta com a criança ou bebê (por exemplo: 1 Co 13.10,11). Assim é melhor entendermos teleios como “maduros”.

Para mim a melhor forma de entender um texto é fazendo perguntas a ele. Neste caso a primeira pergunta é: o que é maturidade? O fato é que ela é algo difícil de ser obtido. A maioria de nós sofre de imaturidades prolongadas.

Além disso, existem diferentes tipos de maturidade, a saber: a maturidade física (ter um corpo saudável e bem desenvolvido), a intelectual (ter uma mente disciplinada e uma cosmovisão coerente), a moral (aqueles que “têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal, Hb 5.14), a emocional (ter uma personalidade equilibrada, capaz de estabelecer relacionamentos e assumir responsabilidades). Porém, acima de tudo, existe a maturidade espiritual. E isso é o que o apóstolo chama de maturidade “em Cristo”, isto é, ter um relacionamento maduro com Cristo.

Estar em Cristo significa estar relacionado a ele forma pessoal, vital e orgânica, tal como os ramos que estão na videira.

A próxima pergunta a fazer é como os cristãos se tornam maduros? O texto nos fornece uma resposta clara. Veja o verso 28. “Nós anunciamos [Cristo] [...] a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo”.

É lógico que, se maturidade cristã é maturidade em nosso relacionamento com Cristo, no qual o adoramos, confiamos nele e lhe obedecemos, então, quanto mais clara for a nossa visão de Cristo, mais convencidos nos tornamos de que ele é digno de nossa dedicação.

Infelizmente existem muitos “Cristo” sendo oferecidos nas religiões comerciais do mundo, e muitos deles são falsos Cristos, Cristos distorcidos, caricaturas do Jesus autêntico. Cada um é o que Paulo chama de “outro Jesus”, diferente do Jesus que os apóstolos proclamaram.

Assim se queremos desenvolver uma maturidade verdadeiramente cristã, precisamos, acima de tudo, de uma visão renovada e verdadeira de Jesus Cristo – principalmente de sua supremacia absoluta, da qual Paulo fala em Colossenses 1.15-20.

A essa altura você deve está se perguntando: onde encontrarei o Jesus autêntico? A resposta é simples: Ele deve ser encontrado na Bíblia – o livro que pode ser descrito como o retrato que o Pai fez do Filho, colorido pelo Espírito Santo. A Bíblia é repleta de Cristo. Como Jesus mesmo disse: “as Escrituras testificam de mim” (Jo 5.39). Jerônimo, o antigo Pai da Igreja, escreve que “ignorância da escritura é ignorância de Cristo”. Da mesma forma podemos dizer que conhecer as escrituras é conhecer a Cristo.

Agora que já definimos o que é maturidade cristã e vimos como os discípulos se tornam maduros, chagamos a terceira: para quem esse chamado a maturidade é direcionado? Perceba que nesse contexto o apóstolo Paulo repete a palavra “todo”: “o qual nós anunciamos, advertindo a todo homem e ensinando a todo homem em toda sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo” (Cl 1.28). Segundo Stott, o contexto dessa tripla repetição provavelmente é a chamada “heresia colossenses” – embrião do gnosticismo que chegou ao auge na metade do século 2.

Esses primeiros gnósticos parecem ter ensinado que havia duas classes de cristãos. Por um lado, havia o rebanho comum (hoi polloi), que era unido pela fé (pistis). Por outro lado havia uma elite cristã (hoi teleioi), que havia sido iniciada pela gnosis, o conhecimento especial. Paulo ficou horrorizado como o ensino gnóstico e aplicou a palavra teleios a todos os cristãos. A maturidade em Cristo está enfaticamente disponível não somente a um seleto grupo de pessoas; mas a todos.

Por fim é importante perceber que nesse texto Paulo se descreve como um pastor que deseja levar todas as suas ovelhas a maturidade em Cristo – “para isso é que também me fadigo, esforçando-me o mais possível, segundo a sua eficácia que opera eficientemente em mim” (Cl 1.29). Assim sendo o ministério pastoral deve objetivar a proclamação fiel de Cristo em sua plenitude para que aqueles que estão sob o nosso cuidado possam amadurecer. De igual modo é apropriado nos colocarmos na condição de receptores da mensagem (tal como os colossenses) e deixarmos que ela fala também a nós. Assim, ouviremos o apóstolo com atenção, receberemos sua admoestação sobre crescer em maturidade, tomaremos a decisão de levar a leitura bíblica ainda mais a sério e, ao lermos a Escritura, olharemos para Cristo de modo a amá-lo, confiar nele e obedecer-lhe. Pois o princípio do discipulado é claro: quanto mais pobre for o nosso conceito de Cristo, mais pobre será nosso discipulado.

quarta-feira, 9 de março de 2011

O PERIGO DO AUTO-ENGANO

Localizada no vale do Lico a cidade de Laodiceia era conhecida pela sua "indústria têxtil" que produzia uma lã preta, pela sua medicina que desenvolveu um colírio para tratamento de doenças oftalmológicas e pelos bancos que vendia ouro puro, moeda corrente da época. Tamanha era a notoriedade do poder econômico daquela cidade que após ser destruída por um terremoto dispensou a ajuda do império romano para ser reconstruída. Tal capacidade fez com que os laodicenses se tornassem orgulhosos e indiferentes a situação alheia. Este mesmo sentimento reinava entre os cristãos de Laodiceia. Todavia o orgulho cedeu lugar para vergonha e a realidade às metáforas, por isso lemos: " [...] e nem sabes que tu és infeliz, sim miserável, pobre, cego e nu." (Ap 3.17). Laodiceia não era nada do que pensava, era uma igreja miserável, que havia "enriquecido com ouro sem valor" (v.18).

A igreja de Laodiceia foi advertida enfaticamente (como símbolo de intensidade o SENHOR a chama e bate em sua porta - v. 20), pois ela está sendo acusada diante do tribunal. No texto o julgamento é representado pelas vestes. Uma vez que os acusados compareciam ao tribunal vestidos de preto, se condenados tinham as suas roupas rasgadas, se absorvidos trocavam as vestes pretas por uma branca (v.18). Pode-se afirmar que os cristãos laodicenses estavam vivendo na escuridão, já que eram espiritualmente cegos (v.18 b). O conselho para eles e para todos que por ventura estejam em situação semelhante a daqueles cristãos é "arrepende-te" (v.19). Arrependimento indica mudança de vida, arrependimento seria um giro de 180, o que nos leva a pensar no caminho oposto ao percorrido até o momento do arrependimento.

A cada dia deveríamos nos perguntar se temos que nos arrepender de alguma coisa, pois corremos o sério risco de nos tornarmos cristãos indiferentes, enganando a si mesmos e sendo rejeitados por DEUS (v.15,16).





terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Evangélicos?

A inauguração da primeira igreja inclusiva de Manaus(voltada para o público gay) provocou a necessidade de uma discussão que possa definir quem são os verdadeiros Evangélicos. Infelizmente a imprensa local identificou a  "igreja inclusiva" como uma igreja evangélica, quando na verdade não é.
Evangélicos tradicionais estão sendo acusados pelo pastor da Igreja Reviver, como sendo autores de ameaças e promessas de morte. Tal declaração fez com que grupos defensores dos direitos dos homossexuais tomassem as dores do sacerdote. Não me espantarei se esse pastor for promovido a uma espécie de mártir da causa gay em Manaus.
Eu até reconheço o direito constitucional de liberdade religiosa, bem como o direito que esse grupo tem de  se reunir para manifestar a religiosidade deles, mas daí reconhece-los como igreja e por cima evangélica ai são outros quinhentos.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

TRANSFORMAÇÃO

Recentemente fiquei impressionado com a história de um dos maiores tenista de todos os tempos, Andre Agassi. Fiquei me perguntando: "como alguém pode se tornar um atleta vitorioso sem gostar do esporte que pratica?" Agassi se tornou um campeão só para realizar o sonho do seu pai. Esta história me fez pensar sobre o que tenho feito da minha vida. Não quero chegar à velhice e perceber que tudo que fiz não tinha significado algum para mim. Oro a Deus para que ELE me conceda o privilégio de saborear cada realização, ao mesmo tempo me pergunto: será que realmente tenho me tornado o tipo de gente que Deus quer que eu seja? É confortante saber que as hábeis mãos de Deus são capazes de transformar lama e barro em lindo vaso.


“O Senhor Deus me disse: desça até a casa onde fazem potes de barro, e lá eu lhe darei a minha mensagem. Então eu fui e encontrei o oleiro trabalhando com o barro sobre a roda de madeira. Quando o pote que o oleiro estava fazendo não ficava bom, ele pegava o barro e fazia outro, conforme queria."

Jeremias 18:1-4





segunda-feira, 20 de setembro de 2010

EDUCAÇÃO TEOLÓGICA DE NÍVEL INFERIOR

Recentemente a revista Cristianismo Hoje divulgou que a Faculdade de Teologia Evangélica da Igreja de Deus foi condenada pela Justiça Federal de Goiás a ressarcir os alunos que estudaram na instituição sem ter conhecimento do caráter não oficial do curso. De acordo com a sentença, todos os alunos que estudaram na "Faculdade" e comprovarem que não sabiam que os cursos ministrados não eram de nível superior deverão receber o dobro da mensalidade pagas, de cerca de R$ 200. A escola e a igreja terão que pagar R$ 10 mil referente as despesas com o processo.