quarta-feira, 21 de julho de 2010

UM CONVITE À AMIZADE.

No último dia 20, comemoramos o dia internalcional da amizade.
Diga-se de passagem que a verdadeira amizade é coisa rara de se ter.
Infelizmente a cultura do individualismo exacerbado tem nos deixado ilhados mesmo quando estamos cercados por pessoas conhecidas.
creio que o poeta foi muito feliz ao dizer que "amigo é coisa para se guardar do lado esquerdo do peito"
ter uma amigo é ter alguém para dividir os nossos problemas, os nossos segredos, as nossas alegrias, mais do que isso, o verdadeiro amigo é aquele que se preocupa com agente, é aquele que liga só para dizer que estava com saudade e reafirmar que agente pode contar com a sua companhia a qualquer momento. Infelizmente a maioria dos cristãos não entendem que Jesus nos fez seus amigos, pois ele mesmo disse: "Eu não chamo mais vocês de empregados, pois o empregado não sabe o que o seu patrão faz; mas chamo vocês de amigos, pois tenho dito a vocês tudo o que ouvi do meu Pai." (Jo 15:15) - tais pessoas deixam de desfrutar da liberdade que a verdadeira amizade proporciona. Muitos falam em Jesus mas não o conhecem, tais pessoas acabem revelando que nunca estiveram atentos aquilo que ele ensinou. São pessoas que vivem uma religiosidade vazia, desprovida de qualquer conhecimento da vontade de Deus - "Ninguém tem mais amor pelos seus amigos do que aquele que dá a sua vida por eles. Vocês são meus amigos se fazem o que eu mando"(Jo 15:13,14).

terça-feira, 20 de julho de 2010

RETORNO

Depois de algum tempo sem escrever, retorno a publicar as minhas modestas reflexões. Espero que as minhas opiniões possam contribuir de alguma forma para a democratização dos conhecimentos. A parti de hoje estarei atualizando periodicamente este blog. Conto com a crítica de cada um dos meus leitores.
Um forte abraço.

CÉLIO BEZERRA

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Deu na Mídia!!!!!!

A mídia brasileira está noticiando a história de dez evangélicos norte-americanos acusados de tráfico de menores. Os jovens americanos serão ouvido pela justiça haitiana.
Os evangélicos envolvidos neste caso são membros de comunidades Batistas.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Reconheça seus limites, enfrete os seus medos .

Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa".

(Jo 15:20)


"Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo".
(Jo 16:33)

Recentemente ouvi uma das mais belas e empolgantes mensagens acerca do Evangelho. Na ocasião, o que mais chamou a minha atenção, foi a coragem do pe.Fábio de Melo, para declarar, em rede nacional, que não existe possibilidade, aqui na terra, do ser humano ter uma vida sem sofrimento. Esta mensagem vai na contra-mão da mensagem de muitos evangélicos, que parecem tentar nos convencer que uma vida sem problema é plenamente possível, para isso basta "exercitar a fé".
Curiosamente, a mensagem do padre Fábio, parece estar em maior harmonia com o Evangelho de Jesus, do que a "mensagem evangélica" atual.
É claro que estou generalizando, e desde já quero pedir perdão aqueles que não comungam com este evangelho barato- um evangelho de prosperidade e bem-estar - vendido em muitas igrejas.
Há quem diga que essa mensagem é como o ópio que momentaneamente, nos tira da realidade.
Mais do que nunca, precisamos de profetas que tenham coragem de trazer o povo para realidade.
homens como padre Fábio, que honestamente nos lembra que o sofrimento faz parte da vida e que cabe a cada um de nós reconhecer os nossos limites, e trabalhar em cima deles afim de superá-los.
Ao invés de nos cansarmos, correndo de um lado para o outro, tentando achar uma igreja ou um pastor com uma oração forte, para resolver os nossos problemas, ao invés de nos perguntarmos por que estamos sofrendo, deveriamos ter coragem de admitir as nossas fraquezas, os nossos problemas, as nossas tristezas, mas acima de tudo devemos ter coragem para encará-los, pois só assim poderemos superá-los.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Cristianismo com Responsabilidade

Mais do que nunca, a Igreja Cristã precisa reavaliar as suas posturas e prioridades. Vive-se dias de grande indiferença ao Evangelho da simplicidade e da humildade. Pouco se fala da responsabilidade cristã para com os pobres. Os sermões se tornaram em discurso de auto-ajuda, e o evangelho solidário, em egoísmo travestido de prosperidade.
Infelizmente o senso de responsabilidade social dos cristãos está desaparecendo. Acredita-se que o narcisismo tem se alastrado no meio evangélico.
Lembre-se do que Jesus disse: "tive fome e me deste de comer, tive sede e me deram de beber, era estrangeiro, e me receberam e vossas casas, estive nu e me vestiram, estive preso e me visitaram, mas quando fizemos isto? Todas as vezes que fizeram a um dos meus pequeninos, foi a mim que fizeram. Por isso entrem no Reino do meu Pai (Mateus 25: 32-41).
Diante destas palavras resta-nos assumir a nossa responsabilidade para com o nosso próximo.
Que Deus nos ajude nesta tarefa!!!!
   

terça-feira, 27 de outubro de 2009

INTOLERÂNCIA COMPARTILHADA

Vivemos dias em que muito se discute a cerca da polêmica lei da homofobia. Elaborada em 2006, a lei, prevê punição severa aqueles que de alguma forma se “opõe” a homo afetividade.

Recentemente a Revista Cristianismo Hoje (WWW.CRISTIANISMOHOJE.COM.BR) veiculou uma reportagem sobre a psicóloga evangélica, Rozângela Justino, conhecida por oferecer ajuda para pessoas que desejavam abandonar a homo afetividade. Por causa disto, recebeu censura pública pelo Conselho Federal de Psicologia, o CFP. A psicóloga evangélica foi punida sob a alegação de que teria infringido uma resolução emitida pelo órgão em 1999.

Diante dessa realidade, resta-nos perguntar se o Conselho Federal de Psicologia não estaria agindo de forma preconceituosa? É claro que a homofobia deve ser combatida; o que não se admite é a falta de combate a heterofobia.

Chega de intolerância, o Estado e a sociedade precisam se opor a todo tipo de descriminação, inclusive a religiosa.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Paradigmas da Educação Cristã

Estudos apontam à década de 1980, como o período histórico em que se mais valorizou educação cristã. Nessa época as metáforas norteadoras do processo educacional cristão eram: Reino de Deus, humanização, vida e missão. Estes paradigmas serviram de pilares para construção da identidade de muitas igrejas e/ou denominações. Neste período a educação cristã era vista como ministério indispensável, pois tamanha era sua relevância para vida da igreja.
Nas primeiras décadas do século XXI os paradigmas educacionais mudaram; A identidade cristã passou a ser construída a partir dos "desafios que a sociedade de consumo e a mercantilização da religião Cristão lança as igrejas e as suas lideranças”
[1] A educação cristã foi substituída pelo louvor, comunhão e pelo êxtase intimista, uma vez que a ênfase das igrejas passou a ser o crescimento numérico.
Diante dessa realidade resta-nos o desafio de repensar a educação cristã. O Dr. Júlio Zabatiero, em seu livro: Novos caminhos para educação cristã; propõe uma releitura dos textos Bíblicos a luz das metáforas para educação cristã em voga nos escritos das décadas de 1980-1990.Esta proposta irá nortear esta breve reflexão.
Em Efésios 4: 15,16, o apóstolo Paulo fala sobre a edificação do corpo de Cristo (Igreja), que nada mais é que a maturidade cristã. Assim sendo se faz necessário enumerar as quatro características de uma igreja madura: (i) Todos os membros trabalham em prol do bem comum (Ef 4: 11, 12); (ii) Cada membro coloca seu dom a serviço do Reino de Deus (Ef 4: 12); (iii) Os membros aprendem a viver em unidade (Ef 4:13, 14); (iv) A maneira como vivemos reflete o ser de Cristo (Ef 4: 14). Estas características devem nortear a educação cristã, uma vez que desejamos “apresentar a Deus todo homem perfeito em Cristo” (Cl 1: 28,29). É importante lembrar que o apóstolo Paulo fala da perfeição não no sentido moral, mas como integralidade de vida de fé em Deus.


[1] ZABATIERO, Júlio. Novos caminhos para a educação cristã, p. 8.